
O ano para investir
em imóveis
Investir em imóveis tem suas
vantagens em relação a outros tipos
de investimento, como a ausência de
riscos e solidez contra confiscos. A
facilidade na obtenção de crédito,
prazos mais longos e juros menores
têm impulsionado o crescimento do
setor imobiliário no país. “O setor
imobiliário pode ser uma boa opção
de investimento, seja de forma
combinada com outros investimentos
mais ousados, seja como um projeto
de vida, de construção passo a
passo. De qualquer forma, também
exige algum tipo de conhecimento e
atualização permanente, já que
sempre existirão bons e maus
negócios, como em qualquer setor”,
alerta o consultor empresarial e
autor do livro O Espírito do
Dinheiro, Julio Sampaio.
O investidor precisa analisar se tem
como objetivo viver de renda ou
ganhar com a valorização da
propriedade. Dependendo da opção, a
escolha do imóvel vai ser diferente.
“Um imóvel pode gerar ganhos de
algumas maneiras, dentre elas quando
ocorre, por exemplo, uma valorização
acima de mercado de uma determinada
região ou cidade; pelo aumento de
valor agregado, quando, por exemplo,
você faz melhorias num imóvel e o
mercado está disposto a pagar por
elas; pela simples locação,
abatendo-se aí possíveis despesas de
manutenção, custos de administração
ou período não locado”, explica
Sampaio.
Segundo o diretor de vendas da
Apolar Imóveis, Daniel Galiano, para
quem quer viver de renda, a melhor
opção é optar pela diversificação de
imóveis, ou seja, vários imóveis
possibilitando garantir um retorno
mesmo que algum deles estiver
desocupado. Além disso, imóveis
menores, de até dois cômodos, são os
mais procurados para locação. “Como
o valor do aluguel desses imóveis é
menor, o prazo médio de espera para
locação é de 30 dias, sendo maior
entre os apartamentos que entre as
casas, fazendo com que o
proprietário não tenha que arcar com
os custos da propriedade, como taxas
e impostos, por muito tempo”,
esclarece.
“Imóveis mais baratos, em geral,
possibilitam maiores retornos, como
é o caso de imóveis populares e
usados. Fazendo ressalva quanto à
lei de oferta e procura e todas as
suas variáveis, pode-se dizer que é
uma regra geral”, explica Julio
Sampaio. Esse mercado está em
ascensão, alimentado pelo déficit
habitacional brasileiro, que,
segundo pesquisa realizada em 2006
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV),
está em 7,9 milhões de moradias no
país.
Antes de decidir o tipo de imóvel no
qual se pretende investir, é
importante que o comprador analise
todos os riscos e possibilidades de
retorno, principalmente em termos de
aluguel, que esse imóvel pode ter.
Quem prefere investir em imóveis de
alto padrão precisa estar ciente que
o retorno do investimento virá com a
valorização do imóvel. É possível
também alugar o imóvel para empresas
que estejam interessadas em oferecer
residência a funcionários de outras
regiões, conseguindo assim um valor
mais elevado do aluguel. Quanto ao
potencial de valorização do imóvel,
esse tipo de análise é mais difícil,
mas o que se constata é que os
imóveis mais novos têm se valorizado
mais rapidamente que os usados.